segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ingmar Bergman

Ingmar Bergman morreu hoje de manhã na ilha sueca de Faarö (Gotland), anunciou hoje a filha Eva Bergman à agência sueca TT.

Bergman que abordou temas relativos à existência humana, como morte e religiosidade,nos deixou com a sensação de que tinha ainda muito a nos dizer. Cineasta que rompeu as fronteiras do cinema sueco e atingiu a universalidade e que em sua longa cinematografia (que ultrapassa os 50 filmes),foi mestre em levar às telas temas existencialistas. Ao todo, ganhou sete prêmios no Festival de Cannes e dois no de Berlim.

Bergman nos mostrou que: "Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável. O tempo e o espaço não existem. Sobre um ligeiro fundo de realidade, a imaginação tece sua teia e cria novos desenhos... novos destinos"."O Sonho", de Strindberg

“Torre de Babel” e “Cosmos: Três Olhares Sobre a Rússia”

Fui na inauguração das duas exposições da Pinacoteca do Estado de São Paulo, neste sábado: “Torre de Babel”, de Geraldo Souza Dias, e “Cosmos: Três Olhares Sobre a Rússia”, com fotografias de Maurícia Nahas, Paulo Mancini e Ricardo Barcellos.


A instalação de Geraldo Souza Dias: “Torre de Babel” lembra o mito da torre onde as nações se separaram e retrata questões formais e teóricas. São 276 pinturas e 249 chassis sem telas.

”Cosmos: Três Olhares Sobre a Rússia” é uma mostra com 190 imagens que marcam a segunda fase do projeto “Era Uma Vez em Havana”, onde mostra os países socialistas no mundo. Os três fotógrafos trouxeram imagens da cultura, arquitetura e paisagens locais, captadas na viagem que fizeram à Rússia em agosto de 2006.
Recomendo!

sábado, 21 de julho de 2007

Odin Teatret e Fernando Pessoa

"Cada um de nós é vários, é muitos, é uma prolixidade de si mesmos .
Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas , tímbales e tambores , dentro de mim. Só me conheço como sinfonia." Fernando Pessoa

Grotowski sempre marcou a minha maneira de ver, pensar e fazer teatro, por isso estudei por várias vezes com Eugênio Barba, (seu seguidor) no Brasil, Portugal e Dinamarca.
Quando fui estudar no Odin Teatret, em Hostebro, Dinamarca, o que mais me surpreendeu foi a “Torre de Babel”, a multiplicidade de línguas com as quais nos comunicávamos. Eram atores provenientes da Noruega, Tchecoslováquia, Itália, Espanha, Dinamarca, França, E.U.A., e outros...
Para nos comunicarmos, misturávamos as mais variadas línguas...
Sentindo que isso aflorava em mim uma forte sensação musical, resolvi pegar a poesia acima, de Fernando Pessoa, distribuir entre os atores e fazer uma experiência: cada ator falava a mesma poesia traduzida para sua língua natal e eu ia regendo de acordo com minha intuição...
Pena que não gravamos, registro como lembrança de uma rica experiência.
Indescritível!!! Adorei!!!

ODIN TEATRET Nordisk Teaterlaboratorium
Grupo criado há mais de 40 anos pelo diretor italiano Eugenio Barba
Sediado na pequena cidade de Holstebro, na Dinamarca.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Flip na TV Cultura

Esse ano na Flip predominaram mesas que debateram obras e heranças literárias. O que mais me tocou, já que faz parte das minhas paixões, foi o fato deles terem focalizado a atenção no papel das letras no teatro, na poesia e na música.
Viva Arte! Arte Viva!
Acompanhem a FLIP agora pela TV. Recomendo!

EXIBIÇÃO DAS ENTREVISTAS NA TV CULTURA:
Guillermo Arriaga: segunda-feira (09/07), às 22h40
Mia Couto: , terça-feira (10/07), à 00h30
Amóz Oz: quarta-feira (11/07), à 00h30
Nadine Gordimer: quinta-feira (12/07), à 00h30
Robert Fisk e Lawrence Wright: sexta-feira (13/07), à 00h30
Beijares e abraçares

sábado, 7 de julho de 2007

Festival Intercâmbio de Linguagens
Nos palcos cariocas,(de 27 de julho à 5 de agosto), se apresentam os grupos internacionais originários do Canadá (Cia. La Pire Espece e Cia Dynamo); da França (Filiiip Paris Show) e Cia. Arcosm (Echoa); do Peru (Cia. Hugo e Ines); do Uruguai (El Maranga Andarillo) e da Espanha (Cia. Maria Parrato e La casa Incierta) e 16 companhias nacionais.




Paralelamente acontecem as oficinas de: ópera; teatro físico; fotografia; dança mix e sapateado; teatro do objeto; leitura de texto; work-in-progress; exposição fotográfica, e o lançamento do Fórum Cultura Infância.
A sede do Festival é no Centro de Referência do Teatro Infantil/ Teatro Municipal do Jockey, onde acontece a maioria das encenações.
Recomendo!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Mia Couto na FLIP

Sotaque da terra

Estas pedras

sonham ser casa

sei
porque falo
 a língua do chão

nascida

na véspera de mim

minha voz
 ficou cativa do mundo,

pegada nas areias do Índico

agora,

ouço em mim

o sotaque da terra

e choro

com as pedras

a demora de subirem ao sol

A Festa Literária Internacional de Parati (FLIP) recebe Mia Couto, uma das vozes mais originais da literatura africana de expressão portuguesa. Adoro o trabalho dele, por isso quero dar destaque a sua estadia no Brasil.
Na sexta-feira (06/07), às 10h, será gravada uma entrevista, que irá ao ar na TV cultura na terça-feira (10/07), à 00h30.
Para os amigos que puderem, não deixem de ir à Parati para ouvir Mia Couto.
Para os amigos que estão em São Paulo, não percam a entrevista na TV Cultura.
Para os amigos de todos os lugares do mundo, não deixem de ler Mia Couto!!!
Recomendo!!!

domingo, 1 de julho de 2007

"A fotografia é o inconsciente da visão"

Como vocês sabem adoro fotografia e sua relação com o tempo, onde depois que tudo desaparece, fica aquele momento que ocorre em uma fração de segundo...Trata-se de uma luta contra o tempo, que por sua vez, é uma invenção do homem. Fiz essa fotografia inspirada em Cartier Bresson.
Para Cartier-Bresson, “É preciso estar disponível. É preciso olhar. Há muito poucos que olham, vêem, identificam.” Ele diz ainda que: " A fotografia é a impulsão espontânea de uma atenção visual perpétua, que segue o instante e a sua eternidade. O desenho, por sua grafologia, elabora aquilo que a nossa consciência procurou deste instante. A foto é uma ação imediata; o desenho, uma contemplação.”

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Pinacoteca

Fico sempre com saudades da Pinacoteca, quando estou longe de São Paulo… Esse prédio com suas paredes de tijolos não revestidos e amplas janelas incorporadas ao referencial urbano, foi projetado por Ramos de Azevedo em 1897, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios.
Faço reverência ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que fez o projeto de reforma, com o qual ganhou o prêmio Mies van der Rohe de arquitetura em junho de 2000, porque fez da Pinacoteca uma grande referência à cidade.
O museu tem cerca de 6 mil peças, entre pinturas, esculturas, colagens, desenhos, tapeçarias, porcelanas e louças. Com um perfil definido da arte brasileira do século XIX até a contemporânea é motivo de orgulho especialmente para São Paulo, uma vez que reúne trabalhos de artistas paulistas, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Oscar Pereira da Silva, além de obras representativas de Cândido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.
O passeio é imperdível! Recomendo!!!

sábado, 23 de junho de 2007

“A fotografia é a filosofia de nosso tempo.”

Fiz praticamente todas as fotos desse blog, mas essa que não é de minha autoria, compartilho porque me levou a pensar a fotografia. Ela me conduziu a sensações, ao abstrato, ao aberto, me instigando as mais diversas interpretações. E o pensamento voou e me levou a um personagem, uma época e a muitas cenas…
Fragmentos de um mundo que já não existe?!
Pensar essa fotografia é pensar o ser humano e sua história.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Expectadora de mim mesma

Eu tenho sempre vontade de captar o instante já, o momento preciso, o aqui e agora como se fosse possível apreender essa tênue realidade do tempo.
Tentar registrar tudo é típico de minha natureza e ponho olhos na alma para compartilhar esse sintoma em forma de imagens.

"Eu tenho uma espécie de dever....de dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que uma expectadora de mim mesma, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso!
E assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palcos e cenários para viver meu sonho entre luzes branidas e músicas invisíveis"
Fernando Pessoa

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Jenny Klabin Segall e sua neta

As pessoas ao redor da Lucia sempre diziam que ela era parecida com a avó...resolvemos registrar...

Como vocês sabem uma boa parte de minha fonte de inspiração vem dos museus e seus artistas...
Tive a sorte de minha grande amiga ter avós inspiradores nesse sentido, o que me proporcionou um acesso mais íntimo à obra deles. Começo pela parte feminina, de quem sou fã incondicional, sua avó: Jenny Klabin Segall.

Jenny Klabin Segall escritora, tradutora de clássicos do teatro alemão e francês, esposa de Lasar Segall e idealizadora do Museu Lasar Segall.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Yo-Yo Ma

Fiquei com a sensação de ter chegado atrasada em São Paulo,pois todos os ingressos para assistir Yo Yo Ma já estavam esgotados.
Ele fará três recitais em São Paulo, onde irá Interpretar Schubert, Shostakovich, Piazzolla e Egberto Gismonti, demonstrando sua paixão pela música brasileira. Estará com ele a pianista Kathrin Stott, com quem vem se apresentado em todo o mundo. Ela participou dos dois discos que Yo-Yo Ma dedicou à música brasileira, Obrigado Brazil! e Obrigado Brazil Live in Concert, ambos com a presença de artistas como os irmãos Assad e Luciana Souza.


Yo-Yo Ma não surpreende somente pelo seu grande talento,mas por ser um dos poucos artistas da música clássica a ter explorado repertórios e sonoridades, sem receios,e em contínuo crescimento artístico.

Para quem, como eu, não for ver o concerto, resta-nos a possibilidade de ouvi-lo em casa. Sempre vale a pena!

sábado, 16 de junho de 2007

Conspiração de Nuvens


“Fiquei olhando para os meus sapatos, despojados sapatos de andanças, tantos caminhos e descaminhos!

E agora esse invasor estava querendo as pistas. A solução era prosseguir devaneando, contar por exemplo que num jardim em Paris encontrei o mais otimista dos relógios, era grandalhão, antiquado e contornando o mostrador tinha uma frase em latim, Horas non numero nisi serenas, ou seja, conto somente as horas felizes.”


Lygia Fagundes Telles lançará em setembro na Bienal do livro do Rio, seu próximo livro: Conspiração de Nuvens, que terá recordações trabalhadas com poesia, acima um pequeno trecho. Aguardo ansiosa, já que ADORO o trabalho de Lygia Fagundes Telles!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Partir!


Partir!
Nunca voltarei,
Nunca voltarei porque nunca se volta.
O lugar a que se volta é sempre outro,
A gare a que se volta é outra.
Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia.

Partir! Meu Deus, partir! Tenho de partir!
(Fernando Pessoa).

"AH, TODO O CAIS É UMA SAUDADE DE PEDRA."(Fernando Pessoa).

Casa dos Bicos

Moramos perto da Casa dos Bicos, que foi construída em 1553!
Dizem que o proprietário da Casa dos Bicos, mandou-a construir depois dele ter visto pela primeira vez o Palácio dos Diamantes ("dei diamanti") de Ferrara e o Palácio Bevilaequa, em Bolonha. Como a casa era bem menor que estes palácios, a distribuição irregular das janelas e das portas, todas de dimensões e formatos distintos, dão um certo encanto, principalmente pelo traçado das janelas dos andares superiores.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Santo António


Lisboa, comemora o dia 13 de junho como o dia de seu santo mais querido e popular: O Santo António.
A festa não passa de um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para ir comer caldo verde e sardinhas assadas, de preferência junto aos bairros da Sé (onde moro) e também a ver as marchas populares.
As crianças já não pedem umas moedas para enfeitar o trono do Santo, como também se fazia no nordeste brasileiro, e as meninas solteiras provavelmente já não lhe pedem um namorado. 
No Brasil, esse santo é conhecido como casamenteiro...Tanta popularidade, oitocentos e dez anos depois do seu nascimento, recordamos aspectos da vida deste santo, passada entre Lisboa, Coimbra e Pádua.

Museu Nacional de Arte Antiga





Devo dizer que os lisboetas não dão muita atenção ao Museu Nacional de Arte Antiga, assim como muita gente que visita Lisboa não dá a mínima para ele. É uma pena. Há muitos motivos para ir até esse importante e charmoso museu da rua das Janelas Verdes.

O principal motivo é que o museu abriga os "Painéis de São Vicente" (século 15), um políptico (várias telas retratando um só tema) de Nuno Gonçalves, obra que tem tanta importância artística quanto histórica, foi visto como um precursor de Velázquez.

As obras de Nuno Gonçalves são o destaque da ala de pintura portuguesa dos séculos 15 e 16 -pintura, aliás, muito pouco conhecida e, por isso mesmo, menosprezada. Vale a pena se ater ainda à "Anunciação", de Frei Carlos, à "Deposição no Túmulo", de Cristóvão de Figueiredo, ao "Retrato de D. Sebastião", de Cristóvão de Morais, e ao tríptico "Cristo Deposto da Cruz, São Francisco e Santo Antônio", de Vasco Fernandes.

O museu tem uma das mais belas e intrigantes representações do Cristo: um "Ecce Homo", chamada também de a "esfinge da arte cristã", feito em Portugal por autor desconhecido, na segunda metade do século 16. Só esta imagem, já justifica a sua ida ao museu.
Tem ainda: "As Tentações de Santo Antão" (cerca de 1500), de Bosch. O museu, embora pequeno, guarda quadros de Brueghel, Piero della Francesca, Dürer e outros.

As coleções de escultura, ourivesaria (com 3.200 peças) e sobretudo de arte oriental (dos séculos 16 e 17, proveniente da Índia, do Japão e da China) são um deslumbramento.

Se você ainda necessita de mais uma justificatva: junto ao museu está a magnífica capela das Albertas, iniciada no século 16 e uma das jóias da arquitetura portuguesa!

Recentemente ele foi reaberto com reformulações, com uma nova abordagem que o deixaram ainda mais atraente. Recomendo!!!

terça-feira, 5 de junho de 2007

O Museu e a praça





A Rua São João da Mata faz esquina com a Rua das Janelas Verdes, cheia de charme onde se situa o Museu Nacional de Arte Antiga, vulgarmente 
conhecido por Museu das Janelas Verdes.
Marcava minhas reuniões de trabalho no jardim desse Museu, onde havia um restaurante e café. A vista maravilhosa com a luz de Lisboa, rodeada por arte, trazia para o trabalho uma atmosfera criativa e alegre, eu achava tudo isso um grande previlégio e usufruia.

Levava meu filho, quando criança para brincar no jardim onde encontra-se o Museu Nacional de Arte Antiga. Nesse jardim temos um miradouro com vista privilegiada para a margem sul do rio Tejo
Devo registrar que só tenho boas recordações em relação a esse museu e seus aredores.

Subindo a rua...



Continuando pela a linha do elétrico nessa próxima rua….
Tinha o alfarrabista, que no Brasil chamamos de sebo, onde eu vivia “fuçando” em busca de raridades, por preços ótimos.rs

Externato O Formigueiro


A escola de meu filho era o motivo principal de nós subirmos a rua todos os dias, ele estudou lá de 1988 até 1997!

Santos-O-Velho



Morei 8 anos em Santos-o-Velho, que é uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, na Rua São João da Mata.

Prédio estreito



Quando você sobe a rua, na esquina, encontra um dos prédios mais estreitos do mundo.rs

terça-feira, 29 de maio de 2007

Antes de adormecer

“Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria. Muitas vezes antes de adormecer - nessa pequena luta por não perder a consciência e entrar no mundo maior - muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho" (Clarice Lispector)

Provérbio e Cantares


Ontem eu sonhei que via
a Deus e que a Deus falava;
e sonhei que Deus me ouvia...
Depois sonhei que sonhava.

A noite sonhei que ouvia
a Deus , gritando-me: Alerta!
Logo era Deus quem dormia
e eu gritava: Desperta!
(Antonio Machado)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Sonho de Chuang Tzu


“Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta e não sabia, ao acordar, se era um homem que tinha sonhado ser uma borboleta, ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem”
Herbert Allen Giles, Chuand Tzu (1889)

Sonho


“Quando era garoto, Bertrand Russell sonhou que encontrou os papéis que havia deixado sobre a mesinha de seu quarto de colégio encontrava um onde se lia: “o que diz do outro lado não é verdade”. Virou o papel e leu: O que diz do outro lado não é verdade”. Apenas acordou, procurou o papel na mesinha. O papel não estava ali.”
Rodericus Bartius, Los que son números Y los que no lo son

Viajar! Perder países!

Vivo viajando, é verdade...
Para falar sobre isso,só
as pessoas de Pessoa:

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente , ir a seguir,
A ausência de ter um fim ,
E da ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem!
Mas faço-o sem ter ti meu
Mas que o sonho da
passagem .
O resto é só terra e céu.


Partir!
Nunca voltarei,
Nunca voltarei porque nunca se volta.
O lugar a que se volta é sempre outro,
A gare a que se volta é outra.
Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia.

Partir! Meu Deus, partir! Tenho de partir!

( Fernando Pessoa )

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Cemitério de Finisterre de César Portela



Gostei do Cemitério de Finisterre de César Portela, como instalação de um cenário cósmico, como um projeto de romantismo sinistro na arquitetura e sua relação com a natureza.
O cemitério fica integrado pelo mar, pela montanha e pelo céu, consta que foi inspirado nos arcaicos sepultamentos celtas.

Fredy Massad e Alicia Guerrero Yeste, no livro “Enric Miralles: Metamorfosi do paesaggio”, : “A idéia do infinito na morte, a inquietude que inspira imaginar a infinitude da eternidade, ganha um impressionante símbolo no cenário cósmico criado pela ilimitada extensão do céu e do mar entre os quais se situa e se compõe o Cemitério de Finisterre de César Portela.
César Portela faz com que o fundamento deste cemitério sejam as ressonâncias emotivas despertadas e alentadas pela forte paisagem, "buscando a transcendência do lugar até o silêncio", apelando pela esperança mediante uma obra na qual a arquitetura quer se dissolver caladamente na natureza como símbolo de silêncio, ausência e memória.”

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Brad Mehldau



Brad Mehldau vem novamente à Lisboa, agora com Pat Metheny e grupo, no dia 08 de julho, no Aula Magna, a não perder…

Brad Mehldau é considerado atualmente um dos mais geniais pianistas de jazz do mundo, com formação clássica, apaixonado pelo jazz, com influências tão variadas como: Schumann, Bill Evans, Beethoven, e Keith Jarrett .
Eu o ouvi a solo, no Auditorio do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no começo desse ano, sem qualquer interação com outros músicos, sem nenhuma contribuição alheia, era ele isolado frente ao teclado. O teclado era o mundo, o Cosmos, o Universo, o Supra-Universo, o Infinito! Exagero? Não.
Ouvir Brad Mehldau é ter uma experiência única, sua transcendência de improvisação, a escolha em explorar sempre o novo, o caminho que ninguém percorreu, faz da sua total entrega uma aventura.
Durante o concerto, ele partia por vezes, de pequenas ideias que iam crescendo, tomando corpo, e com apurada técnica nos conduzia à plenitude!
Quando sua expontâneidade o levava para um beco saida, ele aí nos surpreendia mais ainda, resultando sempre numa atmosfera de extrema ousadia e conclusão exuberante.
Pensei em alguns momentos do concerto, que talvez keith Jarret na sua melhor fase, poderia ser comparado a genialidade do Brad mehldau.
Lembro que quando ele tocou: No Moon at All, achei que o concerto chegara ao fim e que eu podia ir embora conservando aquela sensação maravilhosa por muito tempo, ele então tocou, Budo de Baden Powell, foi então que se deu o pleno êxtase!
A plateia não parava de aplaudir, ele tocou uma série de “encores”, mas o entusiamo do público fez com que ele retornasse ao piano muitas vezes correspondendo plenamente aos esfusiantes aplausos.
Sim. Aplaudo, peço bis. Recomendo Brad Mehldau!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

"Love" Beatles


A música é minha grande paixão! Esse tema é tão vasto que tenho adiado, mas vamos começar por um som leve e de aceitação quase geral, acho que vocês já conhecem esse som, mas como tenho ouvido nesses últimos tempos, vou falar dele: o cd "Love" produzido por George Martin (com a ajuda de seu filho Giles) é a trilha sonora de um espetáculo do Cirque du Soleil feita de remixes dos originais dos Beatles. Com o consetimento de Ringo Star, Paul McCartney e Yoko Ono, pai e filho tinham à sua disposição o material exclusivo da gravadora Apple, gravado nos estúdios Abbey Road pela banda mais famosa do mundo. Colocando vários elementos de uma música em outra, misturando tudo com sutileza e riqueza musical, as sonoridades ficaram inéditas. Há algumas músicas em que percebemos trechos de cinco, seis canções diferentes! O disco coloca os Beatles com um timbre de banda contemporânea! Adorei!!!

Uma flor para você

Queria trazer uma flor pra você,
mas não era uma flor qualquer,
mas sim uma flor raríssima!
Achei então um vaso enorme com a
flor da sua imaginação.

"Eu sou noite p'ra aurora
pedra de ouro no caminho
sei a beleza do sapo
a regra do passarinho
acho a sisudez da rosa
o brinquedo dos espinhos"

domingo, 13 de maio de 2007

Columbano Bordalo Pinheiro



O Museu do Chiado-Museu Nacional de Arte Contemporânea presta um tributo à Columbano Bordalo Pinheiro (1857 ñ 1929), no momento em que se assinala o 150 aniversário do seu nascimento, prestando assim homenagem a uma grande figura da história da arte portuguesa.Autor de obras como: O Grupo do Leão (1885), Concerto de Amadores (1882) ou Retrato de Antero de Quental (1889), professor na Escola de Belas Artes e director deste museu entre 1914 e 1929.

A exposição está estruturada em seis núcleos: A Formação, O pintor radical da vida pequeno-burguesa, Em Paris, capital do sÈculo XIX, A Pintura Moderna, Um Inventário dos EspÌritos, Ao Correr do tempo.
Vocês podem ver essa exposição até o dia 27 de Maio, no Museu do Chiado.
Recomendo.

Museu do Chiado



Museu do Chiado



Domingo dedicado a um dos museus,daqui de Lisboa, que mais gosto: O Museu do Chiado- Museu Nacional de Arte Contemporânea, que fica no Centro histórico. Ele foi fundado em 1911 como Museu Nacional de Arte Contemporânea, e foi inteiramente reconstruÌdo em 1994, sob projeto do arquiteto francês Jean-Michel Willmotte, e ficou lindo!